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Materiais para estudo e reflexão da Campanha da Fraternidade 2026

A Campanha da Fraternidade 2026 traz o tema "Fraternidade e Moradia" e o lema "Ele veio morar entre nós" (Jo 1,14). Focada no direito à moradia...

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COMENTÁRIOS DAS LITURGIAS

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6º DOMINGO DO TEMPO COMUM 6º DOMINGO DO TEMPO COMUMEclo 15,16-21 / Sl 118 / 1Cor 2,6-10 / Mt 5,17-37 Vivemos na cultura da imagem e muitas pessoas se deixam envolver por essa mentalidade, dando importância em exagero para a questão da aparência. Até mesmo as opções éticas e espirituais se tornam meramente externas, sem uma convicção interior. Diante dessa realidade, a Palavra de Deus nos convida a valorizar nossa interioridade e tomar consciência de que a fidelidade a Jesus Cristo tem seu princípio naquilo que cultivamos em nosso coração. Nossa vida espiritual e nossas opções éticas não devem ser meramente externas, mas brotar da plena confiança na sabedoria amorosa do Senhor. No Evangelho, continuando os ensinamentos do Sermão da Montanha, Jesus nos convoca-nos a viver a justiça do Reino de Deus, superando a justiça dos fariseus. Não se trata de abolir a Lei revelada ao povo da primeira Aliança, mas de aprofundá-la. Na época de Jesus, os mandamentos do Senhor haviam se transformado em uma série de exigências legais, marcadamente exteriores. Ser justo diante do Senhor era sinônimo de cumprir todos os preceitos da Lei. Jesus, sem negar a validade de tudo o que fora revelado, mostra que Deus conhece o nosso interior, o nosso coração, e por isso, para viver uma vida justa, não bastam gestos externos, mas é preciso que tudo parta do coração, a partir de uma escolha livre e consciente de que o caminho do Senhor leva à vida. Jesus retoma os mandamentos de não matar, não cometer adultério e não levantar falso testemunho e aprofunda-os, mostrando que a observância desses preceitos deve começar no coração, onde são gestados os pensamentos e as decisões. Jesus mostra, pois, que os mandamentos do Senhor não são imposições arbitrárias, que impedem a realização e a felicidade humana. Antes, são palavras amorosas dirigidas por...
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5º DOMINGO DO TEMPO COMUM 5º DOMINGO DO TEMPO COMUMIs 58,7-10 / Sl 111 / 1Cor 2,1-5 / Mt 5,13-16 No Evangelho deste domingo, Jesus nos mostra que pertencer ao novo povo de Deus é uma bem-aventurança, mas também é um compromisso de ser presença transformadora no meio do mundo, manifestando essa comunhão com Deus. Ser cristão não é um privilégio que concede a felicidade de forma egoísta e intimista, mas implica na missão de viver uma comunhão ativa com todos, especialmente os mais necessitados, rompendo toda forma de comodismo e apatia religiosa. Após apresentar o caminho das bem-aventuranças como a nova lógica da felicidade e a identidade do discipulado, Jesus aponta as implicações desse caminhar com Ele: ser sal da terra e ser luz do mundo. Mais do que uma tarefa assumida como um adendo à fé, ser sal e luz é uma consequência dessa adesão incondicional ao projeto do Senhor. Na medida em que o discípulos aceita caminhar com Jesus, deixa-se transformar por essa comunhão e se torna sal e luz. O sal é o símbolo do sabor e da incorruptibilidade. É ele que, misturado ao alimento, intensifica o seu sabor e também ajuda na sua conservação. O cristão, chamado a ser sal, deve ser uma presença que oferece ao mundo o verdadeiro sabor e sentido da vida, e ajuda a conservar a fidelidade com a proposta do Mestre. A missão de ser luz nos remete ao próprio Cristo, que se apresentou como a luz do mundo, assegurando que, quem O segue, não anda nas trevas. Ser luz é ser a presença do próprio Senhor, que dissipa todas as trevas do pecado, em suas diferentes manifestações, as quais impedem que todos tenham vida digna. Essa missão de ser luz também é apresentada pelo profeta Isaías, neste texto do período do pós-exílio. Era um...
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3º DOMINGO DO TEMPO COMUM 3º DOMINGO DO TEMPO COMUMIs 8,23b – 9,3 / Sl 26 / 1Cor 1,10-13.17 / Mt 4,12-23 A liturgia deste domingo convida-nos a contemplar o início da missão de Jesus, a partir da narrativa de São Mateus. Podemos destacar três aspectos no Evangelho deste domingo: os destinatários da missão de Jesus, a sua mensagem, e o modo como Ele realiza sua missão. São Mateus ensina que Jesus começa sua missão na região da Galileia, precisamente em Cafarnaum. Mais do que uma delimitação geográfica, trata-se de uma afirmação teológica, ou seja, revela que Deus volta-se, preferencialmente, para aqueles que são excluídos e marginalizados. Havia um certo preconceito para com a região da Galileia, ao norte do país, pois historicamente, desde a queda do Reino do Norte, em 722 aC, fora povoada por estrangeiros, rompendo a pureza das tradições judaicas. Nesse sentido, a comunidade de Mateus reconhece que Jesus, iniciando sua missão na Galileia, cumpre as palavras do profeta Isaías que, no séc. VIII aC, anunciava a chegada do Messias como aquele que viria para libertar os oprimidos e sofredores, destacando como destinatários da ação salvífica, justamente os habitantes da região norte do país, que sofria com a invasão assíria. Jesus revela, pois, ser o Salvador que se volta para os que mais padecem, para aqueles que são excluídos pelo mundo, mas que são amados por Deus. Ele é a luz que dissipa todas as trevas do sofrimento e das injustiças. Iniciando sua missão, Jesus convida à conversão, para acolher o Reino. Importa destacar que Mateus, em seu Evangelho, não usa a expressão Reino de Deus, pois escreve para cristãos oriundos do judaísmo, que não evitavam usar o nome de Deus; assim, utiliza a expressão Reino dos Céus, com o mesmo sentido. A proposta de conversão, apresentada por Jesus, não significa sofrimento...
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2º DOMINGO DO TEMPO COMUM 2º DOMINGO DO TEMPO COMUMIs 49,3.5-6 / Sl 39 / 1Cor 1,1-3 / Jo 1,29-34 Os primeiros domingos do Tempo Comum nos trazem o convite para meditarmos sobre a missão de Jesus como o enviado de Deus que se aproxima da humanidade para oferecer a salvação. Jesus, ao se fazer semelhante a nós, assumiu também a dimensão vocacional que todo ser humano possui. Deu um sentido e traçou um itinerário para a Sua vida, a fim de corresponder ao projeto amoroso do Pai. Somos, pois, convidados a contemplar na liturgia deste domingo, a vocação de Jesus, de ser o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, e por amor a Jesus, assumir a nossa vocação de discípulos missionários. O tema da vocação encontramos também na saudação que Paulo faz à comunidade, em sua Primeira Carta aos Coríntios. A semelhança de uma apresentação, Paulo testemunha que fora chamado por Deus para ser apóstolo. Considera-se, pois, um vocacionado, que assumiu a missão de anunciar o Evangelho não por vontade própria, mas para cumprir a vontade de Deus. E ainda mais, lembra aos cristãos de Corinto e a nós, que Cristo nos santificou para que assumíssemos nossa vocação de viver como filhos de Deus, pois fomos chamados a ser santos na comunhão eclesial. Igualmente Isaías, no segundo cântico do servo de Iahweh, apresenta a vocação do servo do Senhor. Ele fora chamado desde o nascimento para se colocar a serviço do plano de Deus, com a missão de ser luz para as nações, para que a salvação que vem de Deus chegue aos confins de toda a terra, seja estendida a toda a humanidade. Quando João Batista apresenta Jesus como o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, revela Sua vocação, a partir da intrínseca relação existente entre a...
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SOLENIDADE DE NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO APARECIDA SOLENIDADE DE NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO APARECIDAEs 5,1-2;7,2-3 / Sl 44 / Ap 12,1.5.13.15-16 / Jo 2,1-11 A ternura materna molda nossa existência humana, tornando-nos pessoas capazes de amar e de estabelecer relacionamentos fraternos. Da mesma forma, a presença materna de Nossa Senhora em nossa caminhada de cristãos nos ajuda a experimentar mais intensamente o amor de Deus e a viver em comunhão com os irmãos. O carinho que o povo brasileiro tem por Nossa Senhora Aparecida é o carinho de filhos, que se sentem envolvidos pela ternura materna e reconhecem sua constante intercessão, especialmente pelos mais sofredores, como revela seu rosto negro ao nosso país onde ainda persiste o racismo. A Sagrada Escritura mostra a importância de Maria na vida e missão de Jesus e da Igreja, como podemos perceber no episódio das bodas de Caná. Este foi o primeiro sinal realizado por Jesus segundo o Evangelho narrado por São João. Cada um dos sete sinais indica um aspecto da Hora de Jesus, ou seja, de sua paixão, morte e ressurreição. O vinho novo naquelas bodas indica que Jesus realiza a nova e eterna aliança. Maria, nesse contexto, simboliza o povo da Primeira Aliança que permanece fiel e percebe que o vinho estava acabando, ou seja, que a fé do povo estava enfraquecendo, e reconhecendo que somente Jesus poderia oferecer o vinho novo da salvação. Além disso, suas palavras aos serventes da festa é um eterno convite a todos os cristãos: façam tudo o que meu Filho disser. E nas diferentes ocasiões em que Nossa Senhora se manifestou à humanidade no decorrer da história, nunca pediu algo para si, mas sempre convidou os cristãos à conversão e a intensificar a vida de oração, buscando uma fidelidade maior a seu filho Jesus. Maria assim, se coloca a serviço da missão...
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27º DOMINGO DO TEMPO COMUM 27º DOMINGO DO TEMPO COMUM Hab 1,2-3; 2,2-4 / Sl 94 / 2Tm 1,6-8.13-14 / Lc 17,5-10   A liturgia deste domingo convida-nos a meditar sobre o sentido da fé e suas implicações em nossa vida. Nossa Igreja ensina que a fé, em primeiro lugar, é um dom de Deus. É o Senhor que vem ao encontro do ser humano, revelando Seu plano de amor, oferecendo a possibilidade de um encontro profundo que dá sentido à vida. Mas como Deus nos criou livres, cada pessoa pode escolher aceitar ou não essa graça da salvação. Por isso, num segundo momento, a fé é também uma decisão humana. Quem aceita o Senhor, Ele vem e faz morada, manifestando a Sua benevolência infinita. E um terceiro aspecto da fé é de ser sempre eclesial, comunitária. A Bíblia nos ensina que Deus se revelou a um povo e, em Jesus Cristo, formou o novo povo, na Nova Aliança. O encontro entre Deus e cada pessoa não acontece no isolamento e na solidão do individualismo, mas sempre no interior de uma vivência de comunhão, manifestada em gestos de fraternidade. A partir da realidade social em que vivia, nos anos que antecederam o exílio na Babilônia, o profeta Habacuc nos apresenta um diálogo existencial entre o ser humano e Deus. Buscando compreender o sentido da realidade, marcada pela violência e pela maldade, o homem questiona a ação de Deus, e Este convida-o a uma entrega confiante na ação de Sua sabedoria que conduz a história. A fé, mais do que um conjunto de doutrinas a serem seguidas, é um gesto de entrega total e confiante no amor de Deus. A afirmação de que o justo viverá por sua fé mostra que a fé tem uma implicação ética, na medida em que orienta as escolhas e decisões,...
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26º DOMINGO DO TEMPO COMUM 26º DOMINGO DO TEMPO COMUMAm 6,1a.4-7 / Sl 145 / 1Tm 6,11-16 / Lc 16,19-31 Em sua carta à Timóteo, Paulo orienta-o a combater o bom combate da fé, fugindo das coisas perversas. Acolhendo essa admoestação para nossa vida de cristãos hoje, somos chamados a reconhecer a grande perversidade de nossa sociedade: a desigualdade social. Enquanto uma pequena minoria vive na opulência, ostentando sua vida de luxos, a grande maioria da população luta diariamente por condições mínimas de vida, e uma parcela considerável encontra-se em situação de miséria. Já Amós, que profetizou na Samaria, no século VIII aC, denunciava a opulência de seu tempo, daqueles que viviam no meio do luxo, rejeitando a Aliança com Deus, ou seja, esquecendo do compromisso de fraternidade que deveria existir entre os membros do povo de Deus. Dormindo em camas de marfim, realizavam grandiosos banquetes, com música e bebidas finas, reduzindo a vida ao desfrute dos bens materiais, como se a existência humana estivesse limitada a este mundo e a seus prazeres. Da mesma forma Jesus, com a parábola do rico e do Lázaro, adverte sobre o perigo de reduzir nossa existência humana ao desfrute das riquezas materiais deste mundo. Um detalhe importante na parábola é que o pobre tem nome, mas o rico não. Como o nome indica o que a pessoa é, o fato do rico não ter nome significa que ele perdeu sua identidade, ou seja, ele confundiu sua interioridade com os bens materiais, sendo definido por aquilo que possuía e não por aquilo que era. A parábola também convida-nos a tomar consciência de que as escolhas que fazemos nesta vida vão constituindo a nossa existência, e podem determinar a nossa história de forma definitiva. A indicação de que o pobre fora levado para junto de Deus, e o rico para...
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25º DOMINGO DO TEMPO COMUM 25º DOMINGO DO TEMPO COMUMAm 8,4-7 / Sl 112 / 1Tm 2,1-8 / Lc 16,1-13 O mundo é dos espertos! Esse é o slogam que predomina em nossa sociedade atualmente. Quem tiver mais esperteza, obterá maiores vantagens materiais. Não são considerados os valores morais e nem se cogita pensar nas consequências éticas e sociais. Cada um deve lutar com as armas que possui, não importando se a corrupção seja a maior delas. E dessa forma, vai-se edificando uma sociedade onde predomina a injustiça e os mais fracos são relegados à miséria. Diante dessa realidade, a Palavra de Deus deste domingo é uma espada afiada, que penetra na mente e no coração dos cristãos, alertando para o perigo da idolatria do dinheiro, que causa a morte espiritual de quem se deixa dominar pela ganância e a morte física dos que são vítimas da corrupção. A realidade de corrupção já é denunciada por Amós como uma triste realidade que existia no séc. VIII aC, no Reino do Norte (Israel). Em meio à pobreza do povo, o profeta denuncia a corrupção dos comerciantes que adulteravam balanças e das autoridades que compravam o povo com um par de sandálias. E também alerta que essa corrupção, que maltrata os humildes e causa a miséria dos pobres, não passa despercebida diante do Senhor. Orientando os discípulos sobre o uso correto dos bens materiais, Jesus conta a parábola do administrador que não foi mais considerado digno de confiança pelo seu patrão e foi despedido. E, para não ficar na miséria, age com esperteza, diminuindo a conta dos credores afim de angariar favores futuros. Segundo a estrutura social da época, o administrador não tinha um salário fixo e recebia por uma espécie de comissão. O que o administrador fez foi diminuir sua comissão para conquistar amigos, revelando assim...
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FESTA DA EXALTAÇÃO DA SANTA CRUZ FESTA DA EXALTAÇÃO DA SANTA CRUZNm 21,4b-9 / Sl 77 / Fl 2,6-11 / Jo 3,13-17 Com a festa da Exaltação da Santa Cruz, a Igreja convida-nos a contemplar a cruz de Cristo com o olhar da fé, reconhecendo nela a manifestação do amor de Deus. A cruz, enquanto instrumento de tortura e de morte, é sinônimo de dor e fruto da injustiça, mas quando abraçada por Jesus, revela a plenitude do amor, que se faz oferta gratuita de si mesmo. Segundo a tradição judaica, a cruz era sinal de maldição divina e dentro da cultura greco-romana, era sinal de tortura e de castigo infligido aos piores criminosos. As comunidades cristãs, porém, deram à cruz um sentido novo a partir do gesto de Jesus, que transformou a cruz em um instrumento de salvação e de vida nova. Jesus revela que a salvação concedida por Deus à humanidade passa pelo gesto salvífico da cruz enquanto manifestação de pleno amor. A vontade de Deus é de salvar toda humanidade num gesto de amor gratuito. De fato, Deus amou tanto o mundo que deu seu Filho para que todos os que nele acreditam não morram, mas tenham a vida eterna. Jesus revela que Deus não quer condenar ou castigar aqueles que pecam, mas conceder a salvação. E para concretizar esse projeto de salvação, Jesus não hesitou em trilhar o caminho da mais profunda humildade, como nos relata São Paulo, no hino cristológico da Carta aos Filipenses. Num primeiro gesto de humildade, Jesus esvaziou a si mesmo, abandonando a condição divina para assumir a nossa condição humana. E ainda mais, esvaziou-se plenamente, ao oferecer a própria vida no sacrifício da cruz. Dialogando com Nicodemos, Jesus mostra que o projeto divino de salvar os pecadores já fora revelado no episódio das serpentes, narrado pelo livro...
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23° DOMINGO DO TEMPO COMUM 23º DOMINGO DO TEMPO COMUMSb 9,13-18 / Sl 89 / Fm 9b-10.12-17 / Lc 14,25-33 Vivemos uma época em que o conhecimento humano avança prodigiosamente, propiciando inúmeras conquistas, mas que também gera a ilusão de que o homem é onisciente. Esse mesmo homem que se considera sábio em plenitude, deixa-se dominar pelo apego ao que possui, tornando-se escravo de seus próprios bens. Diante dessa realidade, a Palavra de Deus deste domingo nos convida a acolher a sabedoria divina como sendo superior ao conhecimento humano, e deixar que ela nos guie no seguimento de Jesus Cristo, com um coração inteiramente livre. São Lucas mostra que, diante das multidões que O acompanhavam, Jesus não se deixa dominar pela grandeza do prestígio e da popularidade e nem se ilude com a quantidade de pessoas. Com as parábolas da construção de uma torre e do rei prestes a iniciar uma batalha, Jesus ensina que é preciso ser realista e reconhecer as exigências do discipulado, para não desistir no meio do caminho, diante das dificuldades, diante da cruz. Jesus convida a multidão que o seguia, e também a nós hoje, a um discernimento verdadeiro sobre as reais motivações em segui-lo. Nesse sentido o livro da Sabedoria ensina sobre a limitação da sabedoria humana diante da sabedoria divina. O homem, por mais inteligente que seja, será sempre limitado diante do Altíssimo. Será sempre uma tenda de argila, uma natureza finita, à qual é possível somente um conhecimento finito. A sabedoria humana deve pois, curvar-se diante da onisciência divina, acreditando verdadeiramente que a sabedoria do Senhor nos conduz no caminho da vida plena. Essa humildade diante da sabedoria divina abre-nos um horizonte novo, de confiança plena no Senhor que orienta nossos passos no caminho da salvação. Propondo a renúncia, Jesus ensina que, para segui-lo, é preciso estabelecer...
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22° DOMINGO DO TEMPO COMUM 22° DOMINGO DO TEMPO COMUMEclo 3,19-21.30-31 / Sl 67 / Hb 12,18-19.22-24a / Lc 14,1.7-14 A Palavra de Deus deste domingo nos traz o convite para cultivarmos duas virtudes fundamentais do cristão, que estão se tornando raras em nossa sociedade: a humildade e a gratuidade. Em nossa cultura hodierna, que valoriza quem se sobressai sobre os demais, a humildade é vista mais como um defeito do que uma virtude. E na estrutura capitalista na qual estamos inseridos, baseada no comércio, a gratuidade também é uma atitude desvalorizada, pois o fundamental é lucrar em todas as situações. O contexto do ensinamento de Jesus é um banquete na casa de um dos chefes dos fariseus, num dia de sábado. Sendo o chefe dos fariseus uma pessoa importante, podemos inferir que aquela refeição era um acontecimento social de grande importância e que as pessoas de maior prestígio estavam tomando parte nele. Jesus, percebendo a disputa para ocupar os primeiros lugares, conta uma parábola mostrando que, num banquete, é mais prudente ocupar um lugar humilde e ser convidado a tomar um lugar de honra do que ocupar um lugar de destaque e ser convidado a dirigir a um lugar menos importante, o que seria motivo de grande vergonha. Mais que uma parábola, as palavras de Jesus são uma correção franca e direta aos fariseus que disputavam os lugares de honra naquela refeição. A proposta de Jesus é que sejamos humildes para sermos elevados por Deus, pois se desejarmos nos elevar acima dos outros, estaremos sendo movidos pelo orgulho, que nos torna menores do que todos. Como nos ensina o livro do Eclesiástico, o orgulho é um mal sem remédio, pois está enraizado no pecado da rejeição a Deus. O orgulhoso não aceita curvar-se diante de ninguém, nem mesmo diante do Altíssimo, pois se considera...
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21º DOMINGO DO TEMPO COMUM 21º DOMINGO DO TEMPO COMUMIs 66,18-21 / Sl 116 / Hb 12,5-7.11-13 / Lc 13,22-30 A Palavra de Deus deste domingo nos ensina que a salvação é dom de Deus oferecido a todos, sem distinção e sem exclusões. Mas, ao mesmo tempo, nos alerta que a perseverança no caminho da salvação não é fácil, pois pertencer ao Senhor, acolher sua graça e lhe permanecer fiel traz implicações sérias para a nossa vida. São Lucas nos relata o ensinamento de Jesus sobre a salvação quando questionado se seria verdade que poucos se salvariam. A pergunta revela a mentalidade exclusivista da época, de que somente aqueles que pertenciam ao povo de Deus, por serem descendentes de Abraão, receberiam a graça da salvação. Estes já tinham a salvação garantida, não necessitando nenhum esforço para participar dessa graça. Entretanto, o plano de Deus, diferentemente desta compreensão, é de oferecer a salvação para toda humanidade. Essa vontade de Deus já nos é revelada pelo profeta chamado de Terceiro Isaías, que viveu no tempo do pós-exílio, quando o povo de Deus voltou para a terra com a missão de reconstruir sua história. Nesse tempo em que os líderes ensinavam o povo a fechar-se nos costumes e tradições, Isaías anuncia que Deus prepara uma comunidade nova, na qual participarão todos os povos da terra, sem exceções. É a revelação do amor divino que quer reunir junto toda a humanidade para a festa da comunhão eterna.Em sua resposta, Jesus apresenta um novo critério para a garantia da salvação. O elemento determinante não é a pertença ou não ao povo de Israel, mas a prática da justiça. Na parábola sobre os que ficaram fora da casa quando o dono fechou a porta, Jesus mostra que a causa de não terem entrado foi a injustiça que tinham praticado. E confirma...
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