Notícias e Eventos

leia mais
Materiais para estudo e reflexão da Campanha da Fraternidade 2026

A Campanha da Fraternidade 2026 traz o tema "Fraternidade e Moradia" e o lema "Ele veio morar entre nós" (Jo 1,14). Focada no direito à moradia...

leia mais

COMENTÁRIOS DAS LITURGIAS

Previous Next
leia mais
3° DOMINGO DA QUARESMA 3º DOMINGO DA QUARESMAEx 17,3-7 / Sl 94 / Rm 5,1-2.5-8 / Jo 4,5-42 Deus criou o ser humano com uma abertura ao infinito, para buscar sempre mais o Seu divino amor. Os anseios que todo ser humano possui em seu coração somente Deus pode saciar, e nada deste mundo, finito e limitado, pode substituir essa graça divina. Assim, nossas sedes existenciais movem nossos passos à procura da fonte da água viva, para saciar a nossa sede de paz. Mas essa busca pelo sentido da vida também pode nos afastar do caminho de Deus, pois a nossa cultura materialista faz uso dessa abertura ao infinito para iludir o ser humano com promessas de realização fundadas na posse de bens, na vida de aparências, no prazer momentâneo. No diálogo com a samaritana, Jesus se revela como a fonte da água viva, que sacia toda sede. Nas palavras daquela mulher reconhecemos a necessidade que todo ser humano possui do amor divino e, no gesto de Jesus, esse amor divino é oferecido a toda humanidade. A samaritana é o símbolo da pessoa que ainda não conseguira saciar suas sedes, vivendo uma vida sem sentido. Mas, no encontro com Jesus, ela pede a água viva, revelando crer que somente Ele pode saciar essa sede do amor de Deus.São Paulo nos dá a certeza desse amor divino que foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo. E também recorda que a prova desse amor nos foi dada por Jesus, que ofereceu sua vida pela nossa salvação quando ainda éramos pecadores. Deus nos ama mesmo quando não O amamos, pois sabe que somente Seu amor pode renovar nossa vida. A água é um símbolo que perpassa toda a história da salvação, revelando a graça divina que gera a vida, como contemplamos no episódio de Massa e...
leia mais
leia mais
2º DOMINGO DA QUARESMA 2º DOMINGO DA QUARESMAGn 12,1-4a / Sl 32 / 2Tm 1,8b-10 / Mt 17,1-9 Escutar a voz de Jesus que orienta os nossos passos e nos dá a certeza de que caminhamos para a transfiguração da nossa vida e da nossa história no amor: este é o convite que Deus nos faz neste segundo domingo da nossa caminhada quaresmal. O chamado de Deus nem sempre é fácil, o caminho proposto por Jesus não é somente de alegrias e prazeres. Por isso precisamos ter clara a meta da nossa vida, para não nos desviarmos do verdadeiro caminho e não desanimarmos diante das dificuldades. O relato da transfiguração, no Evangelho segundo São Mateus, está inserido na catequese sobre como ser discípulo de Jesus. Diante da verdadeira identidade de Jesus, que se revelou como o Messias Servo, com a missão de oferecer a própria vida no sacrifício da cruz, os discípulos, na pessoa de Pedro, reagem de forma negativa, rejeitando esse caminho. Jesus então inicia sua catequese sobre o caminho do discipulado, que passa pela cruz, mas que tem como ponto de chegada a vitória do amor na glória de Deus. A experiência da transfiguração é um sinal da manifestação da glória divina. No alto da montanha, o local bíblico do encontro com Deus, Jesus tem sua aparência humana transformada, revelando antecipadamente a vida nova da ressurreição. Sua missão de Messias Servo é confirmada pelo testemunho de Moisés e Elias, ou seja, pela Lei e pelos Profetas. Jesus assim, insere-se plenamente na história do povo de Deus, revelando ser o Messias prometido. E ainda mais, tem sua identidade e missão atestadas pelo próprio Deus, que O reconhece como Filho Amado, convocando os discípulos a ouvir a Sua voz. Aos discípulos que ficaram assustados com o anúncio da paixão, que estavam rejeitando a proposta...
leia mais
leia mais
1º DOMINGO DA QUARESMA 1º DOMINGO DA QUARESMAGn 2,7-9; 3,1-7 / Sl 50 / Rm 5,12.17-19 / Mt 4,1-11 Nossa caminhada quaresmal, neste Ano A, recorda o sentido da Quaresma nas primeiras comunidades cristãs, quando os catecúmenos se preparavam mais intensamente para receber os sacramentos de iniciação cristã, na festa da Páscoa. É um convite feito também a nós, já batizados, para revigorar a nossa fidelidade batismal e a nossa aliança com Deus. Neste primeiro domingo da Quaresma, a partir do exemplo de Jesus, que venceu as tentações, somos orientados a permanecermos fiéis ao Senhor, dizendo não a tudo o que possa nos afastar de Seu amor. O pano de fundo dessa meditação é a liberdade que todo ser humano possui, por ter sido criado à imagem e semelhança de Deus. É nesse sentido que entendemos a narrativa do livro do Gênesis, sobre a origem do homem, e do mal existente no mundo. Deus criou cada ser humano modelando-o do pó da terra com suas próprias mãos. Isso mostra a fragilidade do homem, feito da terra, ensinando-o que ele não é igual a Deus. Mas também mostra a sua dignidade, por ter sido modelado de forma única e irrepetível por Deus, e dEle ter recebido o sopro da vida. O sopro divino que gera a vida também concede ao homem o dom da liberdade. Mas, quando usa sua liberdade de forma irresponsável, escolhendo não corresponder ao amor divino, o homem comete o pecado, dando origem a todo tipo de mal. O diálogo entre a serpente e a mulher revela que a origem do pecado é a desobediência à vontade de Deus, e que, o motivo é querer ser igual a Deus, determinando o bem e o mal de acordo com sua vontade própria. O resultado do pecado é a percepção da nudez, ou seja,...
leia mais
leia mais
QUARTA-FEIRA DE CINZAS QUARTA-FEIRA DE CINZASJl 2,12-18 / Sl 50 / 2Cor 5,20 - 6,2 / Mt 6,1-6.16-18 A quaresma é um tempo litúrgico denso e profundo, pois nos convida a olharmos para nós mesmos, numa atitude de profunda sinceridade e verdade, para humildemente reconhecermos nossos limites humanos e nossas infidelidades espirituais. Mas, principalmente é um tempo de graça que nos convoca a olharmos para o alto, buscando a face do Senhor, que se volta para nós em profunda misericórdia e ternura, pronto para purificar nosso coração e nossa história de toda mácula, e fazer-nos experimentar a graça de seu amor infinito. O elemento fundamental da quaresma não é a consciência do pecado, nem tampouco a penitência. O processo sincero de conversão neste tempo quaresmal deve estar voltado para o Mistério Pascal, para a celebração da Vida Nova que Cristo, o Cordeiro de Deus, nos concedeu em sua Paixão, Morte e Ressurreição. Devemos, pois, viver esse tempo com os olhos fixos na alegria da Páscoa. Para ela caminhamos e, em vista dela, fazemos o percurso espiritual necessário para que possamos mergulhar nessa plenitude do amor divino que é a ressurreição do Senhor. Neste Ano A do ciclo litúrgico, revivemos a caminhada catecumenal das primeiras comunidades, que viviam o período da quaresma como o tempo de preparação próxima daqueles que iam receber os Sacramentos de Iniciação Cristã. Toda a comunidade acompanhava a caminhada dos catecúmenos, que viviam a alegre expectativa de morrer com Cristo para o pecado e renascer com Ele para uma Vida Nova em sua ressurreição. A Palavra de Deus de cada domingo da Quaresma é uma profunda meditação sobre o sentido do Batismo, como porta de acesso aos mistérios de Cristo e de início de uma história de comunhão plena com seu amor. A nós batizados, a meditação da Palavra de...
leia mais
leia mais
6º DOMINGO DO TEMPO COMUM 6º DOMINGO DO TEMPO COMUMEclo 15,16-21 / Sl 118 / 1Cor 2,6-10 / Mt 5,17-37 Vivemos na cultura da imagem e muitas pessoas se deixam envolver por essa mentalidade, dando importância em exagero para a questão da aparência. Até mesmo as opções éticas e espirituais se tornam meramente externas, sem uma convicção interior. Diante dessa realidade, a Palavra de Deus nos convida a valorizar nossa interioridade e tomar consciência de que a fidelidade a Jesus Cristo tem seu princípio naquilo que cultivamos em nosso coração. Nossa vida espiritual e nossas opções éticas não devem ser meramente externas, mas brotar da plena confiança na sabedoria amorosa do Senhor. No Evangelho, continuando os ensinamentos do Sermão da Montanha, Jesus nos convoca-nos a viver a justiça do Reino de Deus, superando a justiça dos fariseus. Não se trata de abolir a Lei revelada ao povo da primeira Aliança, mas de aprofundá-la. Na época de Jesus, os mandamentos do Senhor haviam se transformado em uma série de exigências legais, marcadamente exteriores. Ser justo diante do Senhor era sinônimo de cumprir todos os preceitos da Lei. Jesus, sem negar a validade de tudo o que fora revelado, mostra que Deus conhece o nosso interior, o nosso coração, e por isso, para viver uma vida justa, não bastam gestos externos, mas é preciso que tudo parta do coração, a partir de uma escolha livre e consciente de que o caminho do Senhor leva à vida. Jesus retoma os mandamentos de não matar, não cometer adultério e não levantar falso testemunho e aprofunda-os, mostrando que a observância desses preceitos deve começar no coração, onde são gestados os pensamentos e as decisões. Jesus mostra, pois, que os mandamentos do Senhor não são imposições arbitrárias, que impedem a realização e a felicidade humana. Antes, são palavras amorosas dirigidas por...
leia mais
leia mais
5º DOMINGO DO TEMPO COMUM 5º DOMINGO DO TEMPO COMUMIs 58,7-10 / Sl 111 / 1Cor 2,1-5 / Mt 5,13-16 No Evangelho deste domingo, Jesus nos mostra que pertencer ao novo povo de Deus é uma bem-aventurança, mas também é um compromisso de ser presença transformadora no meio do mundo, manifestando essa comunhão com Deus. Ser cristão não é um privilégio que concede a felicidade de forma egoísta e intimista, mas implica na missão de viver uma comunhão ativa com todos, especialmente os mais necessitados, rompendo toda forma de comodismo e apatia religiosa. Após apresentar o caminho das bem-aventuranças como a nova lógica da felicidade e a identidade do discipulado, Jesus aponta as implicações desse caminhar com Ele: ser sal da terra e ser luz do mundo. Mais do que uma tarefa assumida como um adendo à fé, ser sal e luz é uma consequência dessa adesão incondicional ao projeto do Senhor. Na medida em que o discípulos aceita caminhar com Jesus, deixa-se transformar por essa comunhão e se torna sal e luz. O sal é o símbolo do sabor e da incorruptibilidade. É ele que, misturado ao alimento, intensifica o seu sabor e também ajuda na sua conservação. O cristão, chamado a ser sal, deve ser uma presença que oferece ao mundo o verdadeiro sabor e sentido da vida, e ajuda a conservar a fidelidade com a proposta do Mestre. A missão de ser luz nos remete ao próprio Cristo, que se apresentou como a luz do mundo, assegurando que, quem O segue, não anda nas trevas. Ser luz é ser a presença do próprio Senhor, que dissipa todas as trevas do pecado, em suas diferentes manifestações, as quais impedem que todos tenham vida digna. Essa missão de ser luz também é apresentada pelo profeta Isaías, neste texto do período do pós-exílio. Era um...
leia mais
leia mais
4º DOMINGO DO TEMPO COMUM 4º DOMINGO DO TEMPO COMUMSf 2,3;3,1-13 / Sl 145 / 1Cor 1,26-31 / Mt 5,1-12a Seguir Jesus com fidelidade, deixando-nos guiar pela sabedoria divina, é o caminho para a nossa realização. Mas infelizmente, em cada época e lugar, a sociedade apresenta caminhos que nem sempre correspondem ao projeto divino. Por isso Jesus apresenta-nos um caminho para quem deseja ser seu discípulo e encontrar a verdadeira felicidade: as bem-aventuranças. Na narração do Evangelho segundo São Mateus, as bem-aventuranças são a abertura do chamado Sermão da Montanha. A estrutura deste Evangelho é comumente compreendida em cinco livrinhos, numa referência aos cinco livros da Torá, a Lei de Deus do Antigo Testamento; e cada livrinho é composto de duas parte, uma narrando as ações de Jesus e a outra apresentando seus ensinamentos. O Sermão da Montanha é a parte doutrinal do primeiro livrinho, que apresenta a ação de Jesus, concretizando o Reino. Lembremos que o Evangelho segundo Mateus é escrito para uma comunidade, em sua maioria, formada de cristãos vindos do judaísmo, que questionavam a relação da fé cristã com a primeira aliança, realizada com o povo de Israel. Por isso São Mateus apresenta Jesus como o novo Moisés, que vem formar o novo Povo de Deus, a Igreja, com uma nova Lei, fundamentado em uma nova justiça, a justiça do Reino. Numa referência a Moisés, que subiu à montanha para receber a lei de Deus, Jesus sobe a montanha, mas agora o povo sobe junto, revelando uma proximidade com Deus. E do mesmo modo que os Dez Mandamentos são o resumo da Lei, Jesus apresenta aos discípulos as bem-aventuranças como a síntese do que é ser cristão. E a primeira é uma chave de compreensão das demais: bem-aventurados os pobres em espírito significa ter um coração humilde e necessitado de Deus, que...
leia mais
leia mais
3º DOMINGO DO TEMPO COMUM 3º DOMINGO DO TEMPO COMUMIs 8,23b – 9,3 / Sl 26 / 1Cor 1,10-13.17 / Mt 4,12-23 A liturgia deste domingo convida-nos a contemplar o início da missão de Jesus, a partir da narrativa de São Mateus. Podemos destacar três aspectos no Evangelho deste domingo: os destinatários da missão de Jesus, a sua mensagem, e o modo como Ele realiza sua missão. São Mateus ensina que Jesus começa sua missão na região da Galileia, precisamente em Cafarnaum. Mais do que uma delimitação geográfica, trata-se de uma afirmação teológica, ou seja, revela que Deus volta-se, preferencialmente, para aqueles que são excluídos e marginalizados. Havia um certo preconceito para com a região da Galileia, ao norte do país, pois historicamente, desde a queda do Reino do Norte, em 722 aC, fora povoada por estrangeiros, rompendo a pureza das tradições judaicas. Nesse sentido, a comunidade de Mateus reconhece que Jesus, iniciando sua missão na Galileia, cumpre as palavras do profeta Isaías que, no séc. VIII aC, anunciava a chegada do Messias como aquele que viria para libertar os oprimidos e sofredores, destacando como destinatários da ação salvífica, justamente os habitantes da região norte do país, que sofria com a invasão assíria. Jesus revela, pois, ser o Salvador que se volta para os que mais padecem, para aqueles que são excluídos pelo mundo, mas que são amados por Deus. Ele é a luz que dissipa todas as trevas do sofrimento e das injustiças. Iniciando sua missão, Jesus convida à conversão, para acolher o Reino. Importa destacar que Mateus, em seu Evangelho, não usa a expressão Reino de Deus, pois escreve para cristãos oriundos do judaísmo, que não evitavam usar o nome de Deus; assim, utiliza a expressão Reino dos Céus, com o mesmo sentido. A proposta de conversão, apresentada por Jesus, não significa sofrimento...
leia mais
leia mais
2º DOMINGO DO TEMPO COMUM 2º DOMINGO DO TEMPO COMUMIs 49,3.5-6 / Sl 39 / 1Cor 1,1-3 / Jo 1,29-34 Os primeiros domingos do Tempo Comum nos trazem o convite para meditarmos sobre a missão de Jesus como o enviado de Deus que se aproxima da humanidade para oferecer a salvação. Jesus, ao se fazer semelhante a nós, assumiu também a dimensão vocacional que todo ser humano possui. Deu um sentido e traçou um itinerário para a Sua vida, a fim de corresponder ao projeto amoroso do Pai. Somos, pois, convidados a contemplar na liturgia deste domingo, a vocação de Jesus, de ser o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, e por amor a Jesus, assumir a nossa vocação de discípulos missionários. O tema da vocação encontramos também na saudação que Paulo faz à comunidade, em sua Primeira Carta aos Coríntios. A semelhança de uma apresentação, Paulo testemunha que fora chamado por Deus para ser apóstolo. Considera-se, pois, um vocacionado, que assumiu a missão de anunciar o Evangelho não por vontade própria, mas para cumprir a vontade de Deus. E ainda mais, lembra aos cristãos de Corinto e a nós, que Cristo nos santificou para que assumíssemos nossa vocação de viver como filhos de Deus, pois fomos chamados a ser santos na comunhão eclesial. Igualmente Isaías, no segundo cântico do servo de Iahweh, apresenta a vocação do servo do Senhor. Ele fora chamado desde o nascimento para se colocar a serviço do plano de Deus, com a missão de ser luz para as nações, para que a salvação que vem de Deus chegue aos confins de toda a terra, seja estendida a toda a humanidade. Quando João Batista apresenta Jesus como o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, revela Sua vocação, a partir da intrínseca relação existente entre a...
leia mais
leia mais
SOLENIDADE DE NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO APARECIDA SOLENIDADE DE NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO APARECIDAEs 5,1-2;7,2-3 / Sl 44 / Ap 12,1.5.13.15-16 / Jo 2,1-11 A ternura materna molda nossa existência humana, tornando-nos pessoas capazes de amar e de estabelecer relacionamentos fraternos. Da mesma forma, a presença materna de Nossa Senhora em nossa caminhada de cristãos nos ajuda a experimentar mais intensamente o amor de Deus e a viver em comunhão com os irmãos. O carinho que o povo brasileiro tem por Nossa Senhora Aparecida é o carinho de filhos, que se sentem envolvidos pela ternura materna e reconhecem sua constante intercessão, especialmente pelos mais sofredores, como revela seu rosto negro ao nosso país onde ainda persiste o racismo. A Sagrada Escritura mostra a importância de Maria na vida e missão de Jesus e da Igreja, como podemos perceber no episódio das bodas de Caná. Este foi o primeiro sinal realizado por Jesus segundo o Evangelho narrado por São João. Cada um dos sete sinais indica um aspecto da Hora de Jesus, ou seja, de sua paixão, morte e ressurreição. O vinho novo naquelas bodas indica que Jesus realiza a nova e eterna aliança. Maria, nesse contexto, simboliza o povo da Primeira Aliança que permanece fiel e percebe que o vinho estava acabando, ou seja, que a fé do povo estava enfraquecendo, e reconhecendo que somente Jesus poderia oferecer o vinho novo da salvação. Além disso, suas palavras aos serventes da festa é um eterno convite a todos os cristãos: façam tudo o que meu Filho disser. E nas diferentes ocasiões em que Nossa Senhora se manifestou à humanidade no decorrer da história, nunca pediu algo para si, mas sempre convidou os cristãos à conversão e a intensificar a vida de oração, buscando uma fidelidade maior a seu filho Jesus. Maria assim, se coloca a serviço da missão...
leia mais
leia mais
27º DOMINGO DO TEMPO COMUM 27º DOMINGO DO TEMPO COMUM Hab 1,2-3; 2,2-4 / Sl 94 / 2Tm 1,6-8.13-14 / Lc 17,5-10   A liturgia deste domingo convida-nos a meditar sobre o sentido da fé e suas implicações em nossa vida. Nossa Igreja ensina que a fé, em primeiro lugar, é um dom de Deus. É o Senhor que vem ao encontro do ser humano, revelando Seu plano de amor, oferecendo a possibilidade de um encontro profundo que dá sentido à vida. Mas como Deus nos criou livres, cada pessoa pode escolher aceitar ou não essa graça da salvação. Por isso, num segundo momento, a fé é também uma decisão humana. Quem aceita o Senhor, Ele vem e faz morada, manifestando a Sua benevolência infinita. E um terceiro aspecto da fé é de ser sempre eclesial, comunitária. A Bíblia nos ensina que Deus se revelou a um povo e, em Jesus Cristo, formou o novo povo, na Nova Aliança. O encontro entre Deus e cada pessoa não acontece no isolamento e na solidão do individualismo, mas sempre no interior de uma vivência de comunhão, manifestada em gestos de fraternidade. A partir da realidade social em que vivia, nos anos que antecederam o exílio na Babilônia, o profeta Habacuc nos apresenta um diálogo existencial entre o ser humano e Deus. Buscando compreender o sentido da realidade, marcada pela violência e pela maldade, o homem questiona a ação de Deus, e Este convida-o a uma entrega confiante na ação de Sua sabedoria que conduz a história. A fé, mais do que um conjunto de doutrinas a serem seguidas, é um gesto de entrega total e confiante no amor de Deus. A afirmação de que o justo viverá por sua fé mostra que a fé tem uma implicação ética, na medida em que orienta as escolhas e decisões,...
leia mais
leia mais
26º DOMINGO DO TEMPO COMUM 26º DOMINGO DO TEMPO COMUMAm 6,1a.4-7 / Sl 145 / 1Tm 6,11-16 / Lc 16,19-31 Em sua carta à Timóteo, Paulo orienta-o a combater o bom combate da fé, fugindo das coisas perversas. Acolhendo essa admoestação para nossa vida de cristãos hoje, somos chamados a reconhecer a grande perversidade de nossa sociedade: a desigualdade social. Enquanto uma pequena minoria vive na opulência, ostentando sua vida de luxos, a grande maioria da população luta diariamente por condições mínimas de vida, e uma parcela considerável encontra-se em situação de miséria. Já Amós, que profetizou na Samaria, no século VIII aC, denunciava a opulência de seu tempo, daqueles que viviam no meio do luxo, rejeitando a Aliança com Deus, ou seja, esquecendo do compromisso de fraternidade que deveria existir entre os membros do povo de Deus. Dormindo em camas de marfim, realizavam grandiosos banquetes, com música e bebidas finas, reduzindo a vida ao desfrute dos bens materiais, como se a existência humana estivesse limitada a este mundo e a seus prazeres. Da mesma forma Jesus, com a parábola do rico e do Lázaro, adverte sobre o perigo de reduzir nossa existência humana ao desfrute das riquezas materiais deste mundo. Um detalhe importante na parábola é que o pobre tem nome, mas o rico não. Como o nome indica o que a pessoa é, o fato do rico não ter nome significa que ele perdeu sua identidade, ou seja, ele confundiu sua interioridade com os bens materiais, sendo definido por aquilo que possuía e não por aquilo que era. A parábola também convida-nos a tomar consciência de que as escolhas que fazemos nesta vida vão constituindo a nossa existência, e podem determinar a nossa história de forma definitiva. A indicação de que o pobre fora levado para junto de Deus, e o rico para...
leia mais