Notícias e Eventos

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Encenação da Sexta-Feira Santa 2019

Na noite da sexta-feira Santa de 2019, em nossa paróquia, aconteceu a encenação da Paixão de Cristo, realizada por membros de nossas...

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Marimaio - Legião de Maria

No mês de Maio, a Legião de Maria de nossa paróquia preparou uma programação especial em louvor a nossa mãe Maria. Confira a programação e...

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Peregrinação "Nos Caminhos de São Paulo"

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COMENTÁRIOS DAS LITURGIAS

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5º DOMINGO DA PÁSCOA 5º DOMINGO DA PÁSCOAAt 14,21b-27 / Sl 144 / Ap 21,1-5a / Jo 13,31-33a.34-35 Jesus Ressuscitado rompe os limites do espaço e do tempo e se faz presente em todos os lugares, em todos os momentos, na história e no coração de todas as pessoas. Por isso, antes de oferecer-se em sacrifício pela nossa salvação, deixou para todos nós, seus discípulos, o mandamento novo, da prática do amor. Ao propor-nos o mandamento do amor, como sinal da nossa identidade de discípulos, Jesus convoca-nos a manifestar Sua presença no mundo, além de qualquer limite físico ou cultural. O amor é universal e sua prática torna o Ressuscitado presente em todos os lugares e na vida de todas as pessoas. Mas, antes de pedir que nos amássemos uns aos outros, Jesus nos amou primeiro, oferecendo sua vida em sacrifício pela nossa salvação. Assim, tomando consciência do quanto Jesus nos ama, somos interpelados ao amor, não como obrigação, mas como gratidão, em resposta ao amor de Deus. A vivência da fé dos primeiros cristãos nos ajuda a entender como deve ser a prática do amor fraterno hoje. São Paulo exortava os cristãos das comunidades de Listra, Icônio e Antioquia a permanecerem firmes na fé, mesmo enfrentando sofrimentos. Assim revela que a prática do amor não é fácil, pois exige de nós um comprometimento com os valores do Reino. O amor cristão não é um sentimento intimista e romântico, mas uma atitude que tem desdobramentos éticos. Não é possível amar e fazer o mal, não é possível amar e ser violento, não existe amor sem partilha, sem solidariedade. Quem vive o amor se compromete e colabora com a construção de um mundo novo. E, apesar de tantas obstáculos que ainda existem, Deus nos garante a vitória do amor, como nos revela no livro do...
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4º DOMINGO DA PÁSCOA  4º DOMINGO DA PÁSCOA At 13,14.43-52 / Sl 99 / Ap 7,9.14b-17 / Jo 10,27-30  A nossa fé em Jesus Cristo não se reduz a uma doutrina, mas é, antes de tudo, uma experiência de comunhão com o Senhor. A fé que professamos deve ser vivenciada em cada instante da nossa vida. Por isso a liturgia deste 4º Domingo da Páscoa, o domingo do Bom Pastor, nos mostra que, além de acreditar que Jesus ressuscitou, precisamos ouvir Sua voz  e seguir Seus passos.  Escutar e seguir a voz de Jesus Ressuscitado não é fácil. É um caminho exigente, como nos mostra o livro do Apocalipse. A multidão de vestes brancas com palmas na mão, diante do trono e do Cordeiro, são todos os cristãos que enfrentaram diferentes formas de perseguições e tribulações por causa da fé em Jesus, mas que alvejaram suas vestes no sangue no Cordeiro, ou seja, perseveraram fielmente na comunhão com o Senhor. Apesar das dificuldades em permanecermos fiéis a Jesus Ressuscitado, o livro do Apocalipse nos dá a certeza de que experimentaremos a vida plena, na qual não haverá sofrimento nem dor, pois o próprio Jesus nos conduzirá á fonte da água da vida, e nos enxugará toda lágrima.  Infelizmente as vozes que ecoam em nosso mundo podem nos confundir ou nos iludir e, assim, nem sempre escutamos a voz de Deus. Muitos corações também se fecham para o que o Senhor tem a dizer, como fizeram os judeus de Antioquia da Psídia, quando rejeitaram a pregação dos apóstolos. Quando acolhemos a voz de Jesus, o Bom Pastor, abrimos os horizontes da nossa história para uma nova forma de viver, a exemplo dos pagãos, que acolheram a pregação de Paulo e Barnabé e experimentaram a alegria da Vida Nova no Senhor Ressuscitado. Conhecendo a fragilidade de seu rebanho, Jesus se apresenta de forma carinhosa, na figura do...
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3º DOMINGO DA PÁSCOA 3º DOMINGO DA PÁSCOAAt 5,27b-32.40b-41 / Sl 29 / Ap 5,11-14 / Jo 21,1-19 A Palavra de Deus deste terceiro Domingo do tempo pascal nos mostra que Senhor Ressuscitado se revela presente no meio da comunidade que celebra sua fé, e vive essa fé celebrada na missão de anunciar o Evangelho da vida e da salvação. São João nos apresenta um retrato simbólico da vida das primeiras comunidades. A missão, simbolizada na pesca, corre o risco de não produzir frutos, pois as redes estavam vazias; o motivo era que o Ressuscitado estava na margem, e não na barca. Somente quando os apóstolos escutam a voz do Senhor, deixando-se guiar por ela, é que as redes se enchem de peixes. Os cento e cinquenta e três peixes que enchem as redes indicam todas as espécies de peixes conhecidas na época, mostrando que a missão da Igreja é universal, estendendo-se a todos os povos e nações. O discípulo amado é o símbolo do cristão que reconhece a presença de Jesus na história e na missão da Igreja e anuncia essa presença aos irmãos. Ao seu anúncio, Pedro veste sua roupa, superando a fraqueza humana que o levou a negar Cristo, simbolizada na nudez, e assume a missão de conduzir a comunidade na missão. O encontro é uma liturgia, é a celebração da presença do Ressuscitado no meio da comunidade, no qual se dá uma oferta mútua de dons: Jesus os espera com a refeição, mas pede que tragam alguns dos peixes que apanharam. É assim em cada Eucaristia que celebramos como Igreja: levamos para o altar os frutos que produzimos em nossa vida, os quais são transformados no dom de Deus a nós oferecido, no Corpo e no Sangue do Senhor. Essa liturgia que celebramos, como Igreja, na terra, é o eco...
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2º DOMINGO DA PÁSCOA  2º DOMINGO DA PÁSCOA At 5,12-16 / Sl 117 / Ap 1,9-11.12-13.17-19 / Jo 20,19-31   O tempo pascal convida-nos a vivenciar a alegria da ressurreição de Jesus, como manifestação da misericórdia divina, que nos torna participantes da vitória de Cristo. No Senhor Ressuscitado fomos libertos do pecado e renascemos para uma vida nova. Como novas criaturas, devemos permanecer unidos como comunidade de fé, especialmente na celebração da ressurreição, no Dia do Senhor, que é fonte da força necessária para cumprir a missão que Jesus nos confiou. O episódio da incredulidade de Tomé revela que, isolados em nosso individualismo, não podemos experimentar a comunhão com Cristo Ressuscitado. O relato destaca a importância da Igreja, como caminho deixado por Jesus para que esse encontro de salvação se realize na vida de cada discípulo. No primeiro dia da semana, o dia da ressurreição, a comunidade está reunida, mas está com as portas fechadas, por medo dos judeus. Essa limitação humana não impede a presença de Jesus, que ultrapassa os obstáculos impostos pela fraqueza humana e se manifesta no meio da comunidade. Sua presença é fonte da paz e da missão, pois o Ressuscitado concede aos apóstolos o Espírito Santo e os envia para levar ao mundo a graça da salvação que, por meio do perdão dos pecados, gera a paz.  O livro dos Atos dos Apóstolos relata a ação da Igreja, alicerçada no testemunho dos apóstolos, sob a força do Espírito Santo, cumprindo sua missão de ser presença do Senhor Ressuscitado no meio do mundo. Os sinais que os apóstolos realizavam revelam uma Igreja presente e atuante na realidade, manifestando a misericórdia divina, que gera a libertação de toda forma de mal. E esse testemunho concreto da misericórdia divina faz com que mais pessoas reconheçam Jesus como Senhor e a Ele se consagrem. À sombra da Igreja, simbolizada na pessoa de...
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DOMINGO DA PÁSCOA NA RESSURREIÇÃO DO SENHOR - 2019 DOMINGO DA PÁSCOA NA RESSURREIÇÃO DO SENHORAt 10,34a.37-43 / Sl 117 / Cl 3,1-4 / Jo 20,1-9   Como nos diz o Salmo 117, este é o dia que o Senhor fez para nós, dia de festa e de alegria. É o dia da Ressurreição do Senhor, por isso nós o chamamos de Domingo, o dia do Senhor por excelência, que dá sentido a todos os demais domingos do ano. É o primeiro dia da semana, o primeiro dia da nova criação, na qual impera a graça divina e não mais o pecado humano. Se a experiência da cruz, carregada da violência e da dor, marcada pelo sofrimento e pela humilhação, envolveu o coração dos discípulos com as trevas da dúvida e da incerteza, a alegria da ressurreição fez brilhar a luz da vida nova, na força do amor e do poder de Deus, que transforma a morte em vida, a maldade em amor. A ressurreição do Senhor transformou a vida dos discípulos e deve também transformar também a nossa. A ressurreição do Senhor é o fundamento da nossa fé. Cremos que o Senhor venceu a morte e nEle e com Ele, participamos dessa vida nova no amor. A Carta aos Colossenses nos confirma essa grande alegria de que já ressuscitamos com Cristo na graça do nosso batismo. Por isso a Páscoa é a festa do nosso batismo, pelo qual mergulhamos a vida nova do Senhor Ressuscitado. Somos, pois, convidados a renovar nossa fé na vitória de Cristo, a exemplo do discípulo amado, que viu e acreditou. Naquele primeiro dia da semana, Maria Madalena, ainda marcada pela dor, foi ao túmulo chorar a morte do Mestre. Ao encontrar o túmulo aberto e não ver mais o corpo de Jesus, ainda não conseguiu acolher na fé a realidade da ressurreição. Tampouco...
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Vigília Pascal - 2019 VIGÍLIA PASCALGn 1,1 - 2,2 / Sl 103 / Gn 22,1-18 / Sl 15 / Ex 14,15 - 15,1 / Cant. Ex 15,1-6.1-18 Rm 6,3-11 / Sl 117 / Lc 24,1-12 Na celebração da Vigília Pascal, a Palavra de Deus revela a presença cada vez mais plena de Deus na vida da humanidade, atingindo seu ápice na ressurreição de Jesus, quando o amor divino é revelado plenamente. No mistério da encarnação e em toda a missão de Jesus, concretizando o Reino de Deus, reconhecemos a revelação do rosto de Deus. Mas a grandeza de Deus só se revelou plenamente no momento da ressurreição, quando Jesus, feito homem igual a nós, superou o mais profundo limite humano: a morte. Ao vencer a morte, Jesus revelou todo o poder de Deus, cuja manifestação teve início no momento da criação. O relato da criação revela a intrínseca relação entre a criação e a redenção, mostrando que a ressurreição de Jesus já fazia parte do plano divino desde o princípio, quando Deus criou todo o universo, quando instituiu o espaço e o tempo. A criação foi desejada por Deus como manifestação de seu amor, fazendo a vida florescer em todas as criaturas, e, de modo especial, no ser humano, criado a sua imagem e semelhança. Mas, consciente da fragilidade de suas criaturas, Deus também pensou na sua redenção, que se realizou na vitória de Jesus sobre a morte.Também na história do povo escolhido, Deus revelou seu rosto cheio de amor e de bondade. Um rosto divino que não apenas gera a vida, mas também a defende, a protege. Por isso Deus não aceita sacrifícios humanos, como revela o relato do livro do Gênesis sobre Abraão e seu filho Isaac. Ao recusar o sacrifício de Isaac, Deus já sinaliza a ressurreição de Cristo, como vitória...
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Quinta-Feira Santa 2019 QUINTA-FEIRA SANTAEx 12,1-8.11-14 / Sl 115 / 1Cor 11,23-26 / Jo 13,1-15 Com a Missa da Ceia do Senhor, iniciamos o Tríduo Pascal, a solene celebração do mistério central de nossa fé: a paixão, morte e ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo. Podemos nos perguntar qual a relação entre a Última Ceia de Jesus com os discípulos e a sua morte e ressurreição? Na Última Ceia Jesus institui a Eucaristia enquanto memorial de seu mistério pascal. Como nos diz São Paulo, todas as vezes que comemos o Pão e bebemos o Vinho Consagrado, estamos proclamando a Páscoa de Jesus e vivendo na esperança de sua vinda gloriosa. Jesus nos deixa uma forma toda especial de fazer memória de seu sacrifício na cruz pela nossa salvação: a Celebração Eucarística. Não precisamos mais imolar o cordeiro, como no ritual prescrito no Antigo Testamento para celebrar a memória da Páscoa dos judeus, a libertação da escravidão no Egito. Tampouco precisamos subir o monte Calvário para participar da paixão e morte de Cristo, pois o sacrifício de Jesus extinguiu a necessidade de novos sacrifícios. Jesus se ofereceu de forma definitiva, para a salvação da humanidade. Deus não quer sacrifícios, mas quer um coração misericordioso, bondoso e capaz de gestos concretos de amor. Nesse sentido, Jesus, na Última Ceia substituiu o altar do sacrifício pelo altar da celebração da vida, a mesa da comunhão e da fraternidade. A mesa em torno da qual Jesus reuniu seus apóstolos para a celebração antecipada de sua Páscoa foi o auge de sua missão. O evangelista Lucas dá um destaque especial para o gesto de Jesus de reunir-se à mesa para celebrar a presença do Reino de Deus, Reino de justiça e de misericórdia. Jesus senta-se à mesa com pecadores, com fariseus, com seus amigos. Em suas parábolas, Jesus...
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DOMINGO DE RAMOS E DA PAIXÃO DO SENHOR DOMINGO DE RAMOS E DA PAIXÃO DO SENHORLc 19,28-40 / Is 50,4-7 / Sl 21 / Fl 2,6-11/ Lc 23,1-49 A liturgia deste domingo, que dá início às celebrações da Semana Santa, relata a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém e nos convida a meditar Sua paixão. Os dois temas desta celebração se complementam, pois Jesus entra na Cidade Santa para cumprir Sua missão de salvador da humanidade, que culminará na oferta de Sua vida na cruz.Ao entrar em Jerusalém montado em um jumento, Jesus revela o caminho escolhido por Deus para salvar a humanidade. O caminho divino contraria as estruturas humanas, construídas sobre o poder e a dominação, pois propõe a humildade e a doação de si. São Paulo, em seu hino cristológico, descreve de forma belíssima esse plano divino, que se concretiza no caminho da humildade, no esvaziamento total de si. São Lucas destaca, em seu relato da Paixão do Senhor, o rosto misericordioso de Deus, revelado plenamente em Jesus Cristo. A manifestação plena da misericórdia divina nós contemplamos no gesto de Jesus, de rezar por aqueles que o estavam crucificando, e de oferecer-lhes Seu perdão. Experimentando o sofrimento mais intenso, Jesus não se deixa dominar pelos sentimentos humanos de revolta ou de ódio, e conserva o Seu coração em comunhão com Deus. Nesse gesto de Jesus vemos concretizar-se a profecia de Isaías, sobre o Servo do Senhor, que não oferece resistência aos seus malfeitores, para não usar o mesmo caminho de violência. Escolhe o caminho da fé, da confiança em Deus, de quem receberá o auxílio necessário. Que auxílio recebeu Jesus? Não foi a abolição do sofrimento físico, mas a força espiritual para suportar o sofrimento com serenidade, e ainda mais, oferecer o perdão aos que lhe torturavam. O gesto de Jesus, perdoando seus assassinos não significa...
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5º DOMINGO DA QUARESMA 5º DOMINGO DA QUARESMAIs 43,16-21 / Sl 125 / Fl 3,8-14 / Jo 8,1-11 A liturgia deste quinto domingo quaresmal nos traz a certeza de que Deus renova todas as coisas em sua infinita misericórdia. Nossa resposta deve ser uma vida de fé, na qual possamos fazer a experiência de uma entrega total ao Senhor, e assim ser no mundo sinal desse amor divino, que não permite a morte do pecador, mas promove a sua salvação. O profeta Isaías anuncia aos judeus, exilados na Babilônia, a bondade divina, que não os abandona na escravidão, apesar de terem sido infiéis à Aliança com Deus, o que causou a perda da terra e da liberdade. Recordando o poder divino que libertou o povo da escravidão no Egito, abrindo um caminho no meio do mar, o profeta da esperança anuncia que Deus abrirá uma estrada no deserto, para novamente libertar seus filhos. É a revelação do rosto misericordioso de Deus, que não fica preso à ressentimentos por causa da infidelidade de seu povo, não fica relembrando coisas passadas e nem olhando para fatos antigos, mas que faz surgir coisas novas, renovando a história do povo que escolheu para si. Estas palavras de Isaías vemos realizarem-se na atitude de Jesus, no episódio da mulher adúltera, narrado por São João. Tal gesto salvífico concretiza o que o próprio Jesus anunciara no capítulo terceiro do mesmo Evangelho: Deus enviou Seu Filho, não para condenar, mas para salvar o mundo. Embora a mulher fosse uma pecadora pública, flagrada cometendo adultério, Jesus não permite que a matem e oferece-lhe uma nova chance: vai e não peques mais. O gesto de Jesus não é uma concordância com o pecado cometido e nem uma cumplicidade com uma vida continuada no pecado, mas revela a confiança que Deus deposita em cada ser humano, criado a Sua imagem e semelhança, de que pode dar um rumo novo à própria vida, pode renovar...
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4º DOMINGO DA QUARESMA 4º DOMINGO DA QUARESMAJs 5,9a.10-12 / Sl 33 / 2Cor 5,17-21 / Lc 15,1-3.11-32 Em nossa caminhada de conversão quaresmal a Palavra de Deus nos convida a celebrar a festa da reconciliação, na certeza de que, quando nos arrependemos, o Senhor está pronto para nos perdoar e nos fazer novas criaturas. Essa festa da vida nova nós contemplamos no gesto de Deus em entregar a terra prometida ao povo da Antiga Aliança, como relata o livro de Josué. O momento da entrada na terra e a colheita dos primeiros frutos revelam a bondade divina, que oferece uma nova vida para seu povo. A celebração da Páscoa, agora na terra Prometida, é a celebração da festa da vida, a proclamação da misericórdia de Deus, que nos resgata das amarras da escravidão e nos faz experimenta seu amor, devolvendo-nos a dignidade. No Evangelho, a parábola conhecida como do “filho pródigo”, contada pelo próprio Jesus, é a revelação inquestionável da misericórdia divina que renova a nossa vida. Contemplando os três personagens da parábola, logo identificamos o pai com Deus, que é justo e misericordioso. É justo porque não impediu o filho mais novo de sair de casa e também porque nunca deixou faltar o necessário para que o filho mais velho, que ficou em casa, vivesse com dignidade. É misericordioso porque acolhe, sem colocar condições, o filho que confessou seu pecado e mostrou-se arrependido, e igualmente, é misericordioso com o filho mais velho, ao qual deixou aberta a porta da festa, para que dela ele participasse. O filho mais jovem representa todos aqueles que assumem seu pecado, que “caem em si”, reconhecendo que abandonaram a comunhão com Deus e desceram ao nível mais baixo de humanidade, perdendo a dignidade. O filho mais velho, que visivelmente representa os fariseus e mestres da lei, são...
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3º DOMINGO DA QUARESMA 3º DOMINGO DA QUARESMAEx 3,1-8a.13-15 / Sl 102 / 1Cor 10,1-6.10-12 / Lc 13,1-9 O tempo da quaresma nos convida à uma mudança de vida, mas podemos encontrar dificuldades para progredir nessa caminhada de santificação, por causa do medo de assumir nossos pecados, pensando que Deus não vai nos perdoar ou que vai nos castigar. Esta imagem deturpada de Deus se torna um obstáculo à caminhada de fé e de libertação de muitas pessoas. Para superar essa visão distorcida de Deus, a liturgia deste domingo nos revela que Deus é profundamente misericordioso e se faz presente na história humana concedendo a salvação aos que reconhecem suas limitações. Nesse sentido o livro do Êxodo nos apresenta uma das mais belas passagens da Sagrada Escritura, a qual revela o rosto de Deus como Aquele que está próximo de seu povo, que conhece a realidade onde ele vive e que se sensibiliza diante da opressão que está sofrendo, e por isso vem ao seu encontro para realizar a caminhada de libertação. Deus conhece a existência de cada pessoa e de cada sociedade, em todos os momentos e em todas as épocas da história. E, principalmente, Deus não é indiferente ao sofrimento humano, mas atua positivamente em favor da vida, da salvação. Nosso Deus age em nossa história, transformando o pecado em graça, a morte em vida. Este rosto bondoso de Deus percebemos também no ensinamento que Jesus faz ao povo, quando recebe a notícia de que Pôncio Pilatos havia mandado matar um grupo de galileus. Segundo a mentalidade da época, a morte daquelas pessoas teria sido um castigo divino, por causa do pecado que teriam cometido. Jesus rejeita essa teologia da retribuição, segundo a qual Deus abençoa quem faz o bem e castiga quem faz o mal, afirmando que eles não eram mais...
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2º DOMINGO DA QUARESMA 2º DOMINGO DA QUARESMAGn 15,5-12.17-18 / Sl 26 / Fl 3,17 - 4,1 / Lc 9,28b-36 Neste segundo domingo da nossa caminhada quaresmal, a Palavra de Deus nos convida a contemplar a transfiguração de Jesus. Convida-nos também a busca a transfiguração da nossa vida, por meio de uma sincera conversão, que nos faça abandonar o pecado que desfigura nossa vida e nos leva a desfigurar a vida do irmão e do mundo à nossa volta.A transfiguração de Jesus é narrada nos Evangelhos sinóticos como um sinal de Sua vitória sobre a morte, na glória da ressurreição. No caminho para Jerusalém, Jesus orienta os discípulos sobre a Sua missão de oferecer a própria vida pela salvação do mundo. A cruz é apresentada aos discípulos, mas estes tem dificuldade para aceitá-la como parte do discipulado. Diante dessa rejeição e do medo da cruz, Jesus oferece aos discípulos, com a transfiguração, uma visão antecipada de sua vitória, buscando fortalecer-lhes na fé, afim de que não abandonem o caminho do Senhor, quando O virem desfigurado pelo sofrimento na cruz. O ambiente da transfiguração revela uma teofania, uma manifestação de Deus. A montanha indica o lugar da revelação divina, e a presença de Moisés e Elias indica a comunhão de Jesus com o projeto de Deus, revelado na Lei e nos Profetas. A missão de Jesus, e especificamente a morte que sofreria em Jerusalém, é confirmada pela tradição do Antigo Testamento e pela voz vinda do céu, proclamando Jesus como o Filho a quem é preciso ouvir. Deus garante assim, que Jesus estava no caminho certo, e que a doação de Sua vida na cruz não significaria o fim, mas um momento que seria transformado com a vitória sobre a morte em Sua ressurreição. Nesse sentido, a narrativa do livro do Gênesis mostra a ação...
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